• Paula Novellino

QUE TIPO DE CLIENTE VOCÊ É?

CONSTRUÍMOS NOSSA IDENTIDADE PELA RELAÇÃO COM OS OUTROS

Quando nos colocamos numa relação pai x mãe, filho x pais , marido x mulher, cliente x empresa, colaborador x empresário nos limitamos a pensar no momento, no achismo, o que o externo nos mostra, o julgamento é o impulso mais comum. Ele é reativo e pode estar limitado à realidade da pessoa que o faz, dentro das suas crenças e das frustações fruto do seu próprio comportamento.


O que queremos propor aqui, é que neste momento vocês possam deixar todos os conceitos e julgamentos pré concebidos sobre uma relação problemática que você tenha e faça uma análise comigo.

As nossas habilidades necessárias para raciocinar, compreender e memorizar tem origem na nossa vivência com nossos pais, professores e colegas, assim as maiores vivências que nos formam são sociais, vindas de relações interpessoais.

A medida que vamos crescendo usamos, sobretudo, as “ferramentas” que aprendemos com nossos cuidadores para se virar no mundo. Claro, que além disso temos nossa personalidade, conhecimento individual, mas as nossas relações com os outros são nossas maiores diretrizes.

Vamos aqui trazer o nosso foco para o mundo dos negócios e então vamos pensar na realidade cliente x empresa e colaborador x empresário.

Estamos vivendo um momento econômico sem precedentes na história com essa pandemia e o desespero tem tomado conta das pessoas, paralisando e deixando que elas usem ou desenvolvam seu potencial criativo.

Se temos muitas pessoas dispostas a se unirem, se ajudarem e pensarem juntos, por outro lado, temos uma grande maioria desesperada, que por sua impotência, quer julgar o negócio do outro, se posiciona sem fatos reais e baseado no seu mundo, na sua caixa, com as limitações que cada um cria para si.

Queremos que hoje possamos parar e refletir quem somos nessa relação. Aposto que ninguém nunca parou para fazer a fundo. Nós estamos acostumados a reações e opiniões padronizadas, reativas e não analíticas. O homem esqueceu-se de se questionar e essa é uma das mais importantes ferramentas de posicionamento e conquista. E ela pode se resumir em uma palavra, PORQUÊ.


Diversas vezes que faço questionamentos nas redes sociais quase sempre vejo a grande maioria respondendo para o que é considerado "o lado positivo", "o lado do sucesso", não sei se por vergonha ou por alienação, mas se o comportamento humano fosse realmente fruto desses questionários teríamos uma sociedade bem evoluída.


Mas, o que resulta, na minha opinião, é que a grande maioria está "vendada", acostumou-se a enxergar de acordo com o padrão e parou de questionar. Se conseguirmos instigar a humanidade a repensar suas relações, com perguntas básicas e fazer disso um hábito, que nada mais é que a auto observação, o auto questionamento e a auto responsabilidade, já teríamos, certamente, grandes resultados.


Pensando nisso, trouxe um exercício rápido para que você faça, chamado DESCUBRA A EMPATIA. Responda essa perguntas, pense e seja sincero, somente você terá acesso a esse questionário. Depois de respondê-las faça um comparativo se você é coerente quando está posicionado como cliente quanto você como “empresário” da sua vida ou do seu negócio.

Muito provavelmente você vai encontrar algo que não condiz, esse é um verdadeiro exercício de empatia, você pode usá-lo para várias relações da sua vida e começar a praticá-lo, ele é um direcionador e com o hábito ele vai se tornando uma auto observação, um dos caminhos para o autoconhecimento.

Quando passamos a enxergar se somos coerentes naquilo que oferecemos com o que cobramos, passamos a enxergar um outro “eu” e podemos identificar qual identidade temos sido e qual queremos ser.


Não existe padrões para definirmos relações interpessoais, o que existe é o porquê e você vai descobrir quem é você.




Pegue papel e caneta e responda:


CLIENTE:

  1. O que considero importante para me sentir satisfeito como cliente?

  2. Se algo dá errado, como é geralmente minha reação? Sou mais paciente ou não tenho a menor paciência e perco a linha?

  3. Para mim é importante o preço, compro quando é barato ou, pago mais caro se for de qualidade?

EMPRESÁRIO (Se você não tem uma empresa, mas é um profissional ou dona de casa, pense na sua rotina, aquilo que você toma conta, seja sua casa, seja seu consultório, seja a área da empresa que você trabalha, as metas que você tem que bater....):

  1. Como responsável pelo meu negócio ou função, o que é importante que eu faça para ser bom naquilo que me proponho?

  2. Quando não consigo entregar o esperado, qual reação eu espero que as pessoas tenham comigo?

  3. Como valorizo o meu trabalho?

  4. Como considero o preço do meu produto/serviço ou o esforço que tenho para administrar minha casa ou exercer uma função?


Agora, compare suas respostas e analise:


  1. Você enquanto consumidor age de forma coerente de quando você está do outro lado, como empresário?

  2. Você contrataria alguém como você?

  3. Se você vendesse para alguém como você o que consideraria?


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