O nosso sol interior

Olá, sou a Beth, uma “eterna aprendiz” que pretende compartilhar alguns estudos e experiências vividas. Geralmente, nos ensinam o básico para vivermos (ou sobrevivermos) no mundo; no entanto, o maior e mais importante aprendizado ocorre ao voltarmos para o nosso interior e sabermos definir o que somos e o que queremos, do contrário, viramos meros seres programados com ações definidas. Certo?


Atualmente, o autoconhecimento é muito comentado e, creio, será um valor essencial para o novo ‘normal’ pós pandemia. Mas, comecei a busca quando o termo sequer existia rsrs, e nem mesmo eu tinha consciência disso, apenas um fascínio pelo céu estrelado. E a Astrologia se apresentou para mim. No início, apenas a leitura de horóscopo nas revistas e o interesse me levou à procura de livros (raríssimos à época) mas, aos poucos com o passar dos anos, o tema começou a ganhar destaque na mídia, proliferaram autores e material bibliográfico.


Descobri que a Astrologia tão desacreditada era, na verdade, uma ciência muito antiga e, como tal, mais que desbravar o infinito possibilitava um mergulho profundo em mim mesma, explicando dúvidas para as quais não encontrava resposta. Acredita-se que o estudo dos astros iniciou na lendária Atlântida, povo evoluído que, antes de seu desaparecimento, teria se dispersado pela África e América, transmitindo seu saber para os povos da Mesopotâmia (atual Oriente Médio), Egito e América Central (maias e astecas). Conquistas militares sucessivas permitiram que o aprendizado ultrapassasse as fronteiras do tempo e espaço até os dias atuais.


Assim, os homens associaram os ciclos terrestres às posições celestes e idealizaram que os astros comandavam os acontecimentos – aliás, crença que muitos ainda possuem –, as fatalidades e a sorte (“nasceu com boa estrela”). Até que, no século XVI, Nicolau Copérnico provou ser o sol o centro do sistema no qual a Terra girava. Desde então, ao astro são associadas características e simbologias.


O sol é considerado o princípio ativo, fonte de energia da vida, luz e calor; associado ao coração no corpo humano – a astrologia médica relaciona as doenças cardíacas à desvalorização e autopunição. É um dos símbolos mais constantes nas diversas culturas, com características semelhantes: energia, força, autoridade, espiritualidade etc.; na astrologia ocidental, determina o signo conforme o mês de nascimento, influencia diretamente a pessoa e rege o signo de leão; no horóscopo egípcio, o deus Rá.


Carl Jung, influenciado pela crença de Paracelso (médico do século XV) de que “A partir do exterior aprendemos a conhecer o interior. Há no homem um firmamento como no céu. [...] o céu exterior é um guia para o interior.”, adotou o sol em seus estudos diferenciando o Sol-egos do Sol-self. Como egos, não ‘somos’, mas ‘temos’; como self, é a verdadeira essência da pessoa, “é o centro, a totalidade da psique individual” igualada ao “reino dos céus que está dentro de nós”, sobre o qual Cristo falou: “Sois deuses” (HOWELL, 1992, p. 53).


A busca do self é um processo de ‘individuação’, como disse Jung. Enquanto nos identificamos com o mundo exterior, pensamos e agirmos de modo condicionado, cedendo e submetendo às pressões sociais, com o intuito de seguir e agradar. Surge a sensação de vazio na alma porque os nossos desejos não se concretizam e afastamos do nosso verdadeiro objetivo.


É imprescindível a mudança: ouvir o chamado do nosso interior, nos conhecer para desenvolvermos a essência e alcançarmos a plenitude. Acreditar em si mesmo, na potencialidade. Fé! Obtemos melhores resultados quando escutamos nosso coração – elo com o Criador.


Ao contactarmos o ‘nosso sol’ (self) ficamos centrados, sabemos quem somos e o que queremos, sobretudo, o direito de sermos essencialmente nós mesmos, únicos. Os medos, os fantasmas e a insegurança são dissipados porque resgatamos a “fonte de energia primordial e natural, que veio ao mundo para brilhar, brincar e sorrir” (LIMA, 1998, p. 77). Quem escolhe e determina nossa plenitude somos nós, porque ela já existe dentro de cada um, falta apenas sua apropriação para se concretizar.


Então, sejamos apropriados com nossos verdadeiros anseios. Conhecemo-nos e sejamos felizes!!

Referências:

HOWELL, Alice. O simbolismo junguiano na astrologia. Traduzido por Adail Ubirajara Sobral e Maria Stela Gonçalves. São Paulo: Pensamento, 1992.

LIMA, Júlio César Parreira. A mandala do amor: astrologia, meditação e cura. São Paulo: Ground,1998.

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